Tratamento Acústico – Estudo de Caso das Salas de Aula do Centro Tecnológico da UFSC

A pesquisa surgiu com o intuito de atender à solicitação do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (CTC/UFSC) para a elaboração de propostas de tratamento acústico de salas de aula do referido Centro, em parceria com o Grupo de Tecnologia em Vibração e Acústica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC (GTVA/EMC).
É de grande importância aos alunos estudarem em locais acusticamente confortáveis, para ouvir e aprender sem a dificuldade de comunicação imposta pelo ruído. Para haver conforto acústico, a intensidade do ruído deve estar disposta em uma faixa de valores que depende do tipo de atividade desenvolvida neste ambiente, regularizadas por leis e normas regulamentadoras.
As possíveis soluções para a obtenção desse conforto dependem de alguns parâmetros, entre eles a posição em que se encontra a fonte produtora do som (se externa ou interna ao ambiente), a forma específica da transmissão do ruído (se aéreo ou por vibração estrutural), a intensidade e as características espectrais do som, entre outros fatores.
Para avaliação acústica objetiva das salas de aula, formulou-se um procedimento padrão de medição. Utilizou-se um aparelho que mede o nível de pressão sonora no ambiente para recolher amostras em três pontos equidistantes em cada sala de aula, e alguns pontos externos em cada fachada da edificação. Foram feitas medições para cada situação de isolamento de ruídos que a sala apresentava, por exemplo, ar condicionado ligado ou desligado e janelas abertas ou fechadas. Também se levou em consideração cada situação crítica de ruídos, provocados ou pelo trânsito ou pelo fluxo de alunos.
Com os dados coletados em cada sala de aula, foi possível obter os níveis de pressão sonora, em dBA, utilizando-se o software do próprio aparelho para contabilizar os dados e obter o nível global, que é a média logarítmica dos níveis encontrados em cada faixa de frequência. Então, foi utilizado o software Excel para análise estatística destes níveis globais, a fim de encontrar as causas dos ruídos e tendências de isolamentos existentes que podem se tornar mais eficientes.
Tais resultados foram comparados com valores preconizados por norma, e objetiva-se agora continuar a pesquisa, visando adequar o nível de pressão sonora para o recomendado.

Esta atividade foi finalizada em 2011.