Carreira: Engenheiro de Rigging

Carreira: Engenheiro de Rigging

Com a crescente demanda por obras complexas, rápidas e econômicas, a necessidade por peças pré-fabricadas e pré-montadas passou a ser cada vez maior, aumentando também a procura por operações de içamento completas. No entanto, há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de profissionais especializados nesse tipo de serviço técnico: o engenheiro de rigging, também conhecido como engenheiro de içamento. O plano de rigging é o projeto técnico das operações necessárias durante a movimentação de cargas com equipamentos de transporte verticais móveis, como gruas e guindastes. É o planejamento amplo das operações de içamento que aumentará a segurança, reduzirá imprevistos, preservará vidas, o equipamento e a carga, além de otimizar o uso dos acessórios. Conheça um pouco mais a respeito dessa carreira:

Atribuições: responsável pela execução do plano de rigging, que envolve determinação de peso e do centro de gravidade da carga, especificação do tipo de equipamento e de seus acessórios, planejamento da sequência de operação de içamento e gerenciamento das informações de campo para o projeto. Deve ainda gerenciar interfaces com um engenheiro especialista em fundações para verificação da resistência do terreno para suporte do guindaste, e com um engenheiro especialista em estruturas para verificação da resistência de carga para o içamento e cálculo de dispositivos especiais.

Formação: engenheiro cuja grade curricular contemple resistência dos materiais, estruturas isostáticas e hiperestáticas, mecânica dos solos e estruturas metálicas. É indispensável a capacitação por meio de cursos especificos de rigging.

Aptidões: domínio de inglês para entendimento dos manuais dos equipamentos, conhecimento em software de projetos, conhecimentos sobre análise dinâmica e sobre cálculos de estruturas metálicas.

Oportunidades de trabalho: atividades que façam uso de equipamentos de içamento, como em obras residenciais, comerciais e industriais. Há ainda emprego nas atividades de construções navais e portuárias, bem como nas indústrias e mecânicas pesadas.

Dificuldades: falta de informações a respeito da carga que será içada, como peso e centro de gravidade, falta de manuais sobre os equipamentos (manuais antigos, ilegíveis, em outros idiomas), deficiência na normatização nacional  no setor.

Remuneração inicial média: R$5,5 mil (aproximadamente), salário equivalente ao de um engenheiro recém-formado. Com o tempo, a remuneração pode ser de 30% a 40$ maior.

Fonte: Revista Téchne Edição 195