Método utiliza blocos de EPS em aterro

Método utiliza blocos de EPS em aterro

A construção de um viaduto na da Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, em Jundiaí, no interior de São Paulo, está apostando em uma tecnologia bastante utilizada na Europa, mais especificamente na Noruega, para solucionar problemas de prazo de entrega. A técnica denominada Aterro Ultraleve consiste em usar blocos de Expanded Polysterene Blocks (EPS) em substituição ao aterro convencional, feito com terra.

A metodologia foi utilizada pela Concessionária Rota das Bandeiras na base do viaduto do trevo do Caxambu, em uma extensão de 80 a 100 metros. Por ser mais leve, o material pode ser utilizado sobre terreno de solo mole, característico do trecho.

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A primeira etapa de execução do aterro é a construção de base de concreto sobre o solo. Após isso, os blocos de EPS de 23 kg por m³ são encaixados e depois revestidos por mantas de polipropileno, para garantir a durabilidade necessária. Em seguida, mais uma camada de solo cimento é feita e, após esta etapa, uma camada de concreto projetado finaliza o processo.

De acordo com a Concessionária Rota das Bandeiras, é importante ressaltar que essa solução tem uma restrição quanto à subpressão causada por lençol freático. Por isso, foram executadas sondagens para aferição do nível do lençol freático e foram descartadas as possibilidades de ocorrência desse efeito. A partir dessas verificações foi dado sequência ao andamento do projeto.

Segundo os engenheiros responsáveis pela obra, a estimativa é que o aterro ultraleve seja concluído em 45 dias. A outra solução estudada, com mais de 200 estacas de sustentação, levaria cerca e 118 dias para ser executada. Além disso, a técnica com EPS permitiu que o tráfego não fosse interrompido e reduzisse os serviços de terraplenagem.

Esta é a primeira vez que a Rota das Bandeiras, empresa do grupo Odebrecht, utiliza esta tecnologia.

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