Visita Técnica 2018 – Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional

Visita Técnica 2018 – Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional

Na última semana entre os dias 12 e 13 de abril, os integrantes do PET Engenharia Civil, junto com a turma de Topografia II, membros do GTSIG e outros estudantes da Engenharia Civil da UFSC realizaram uma visita técnica à Usina Hidrelétrica de Itaipu e visitaram as Cataras do Iguaçu em Foz do Iguaçu-PR. A visita foi organizada pelo tutor do grupo, Cláudio Cesar Zimmermann, que acompanhou os estudantes ao longo de toda viagem.

A Usina Hidrelétrica de Itaipu é Binacional, pertencendo ao Brasil e Paraguai. Construída entre 1975 e 1982, durante a ditadura militar brasileira, ela já quebrou vários recordes mundiais em produção de energia. O último deles foi no ano de 2016 em que a Usina produziu 103.098.366 MWh (Megawatt-hora), equivalente a fornecer energia a todo o planeta durante um período de quatro dias e superando o recorde da Usina de Três Gargantas, localizada na China. Itaipu, uma palavra de origem tupi-guarani, significando “pedra que canta”, é líder mundial em produção de energia limpa e renovável, totalizando desde sua inauguração 2,5 bilhões de MWh produzidos.

Grupo PET

Da energia total gerada na usina, 50% seriam destinados ao Brasil e o restante ao Paraguai. Entretanto, devido à menor demanda paraguaia, aproximadamente 10% do total, o Brasil, através do acordo firmado entre os dois países, compra o restante da energia por um preço reduzido, utilizando mais de 90% da geração total da usina.

Itaipu é referência em tecnologia e já recebeu mais de 16 milhões de visitantes de diferentes países do mundo, com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) a usina se consagra como um pólo produtor de conhecimento científico e tecnológico, com área de 50 mil metros quadrados e conta com uma equipe de mais de 2 mil pessoas, entre funcionários, estagiários, parceiros, empresários, pesquisadores, professores e acadêmicos.

No primeiro dia de visita, o grupo foi para as Cataratas aproveitar uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Ela é visitada por mais de um milhão de turistas todos os anos e conta com 275 saltos, por onde escoam 1500 metros cúbicos de água por segundo. Os participantes tiveram contato direto com a natureza, contemplando a fauna e flora do local.

Cataratas do Iguaçu

Já na manhã do dia 13/04/2018, o Doutor em Engenharia Civil Étore Funchal de Faria, que atua há mais de 7 anos em Itaipu, apresentou os laboratórios da usina. Desde 1975, atividades que auxiliaram na construção da barragem, como o controle de qualidade do concreto e a análise tecnológica de materiais de construção, são desenvolvidas no local. Hoje, além de atuarem na manutenção da barragem e no desenvolvimento de novas pesquisas, realizam o monitoramento de possíveis movimentações da construção. Para isso, faz-se necessário o uso de pêndulos normais e invertidos, cravados na rocha, como também de outros métodos para cálculo de recalque.

Na palestra ministrada pelo mesmo engenheiro, foram apresentados ao grupo vários detalhes a respeito da construção de Itaipu. Ela contou com mais de 40.000 funcionários e consumiu cerca de 12,3 milhões de metros cúbicos de concreto, volume suficiente para construir 210 estádios de futebol como o Maracanã. Informou também sobre os tipos de barragens utilizadas: barragem de concreto do tipo gravidade aliviada, compondo a barragem principal; barragem de enrocamento; barragem de terra e de concreto do tipo gravidade, no desvio, entre outras informações.

Durante o período da tarde, foi realizada uma visita guiada, realizando paradas com vista para o vertedouro que se abre poucas vezes durante o ano. Logo em seguida, foram visitados a galeria de geradores e um dos eixos das 20 turbinas presentes na usina. Após uma breve explicação da guia, o grupo foi apresentado ao coração da usina: uma central de monitoramento que funciona 24 horas por dia alternando entre turnos de brasileiros e paraguaios. Na última etapa, foi visitado a barragem principal, devido ao seu tipo de construção, foi possível observar o leito original do rio.